Prâksis


PRÓXIMOS DOSSIÊS: 

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• Alimento e comida: perspectivas culturais e seus significados

Prazo máximo de entrega: 30/11/2017
Edição: 2018/01 (jan./jun. 2018)
Previsão de publicação: 01 de janeiro de 2018
Público: Pesquisadores doutores. São permitidos trabalhos de doutorandos e mestrandos, desde que em coautoria com pesquisadores doutores.

Apresentação

      O Brasil em sua extensão geográfica possui características multiculturais que se revelam em uma pluralidade de costumes e tradições. Na década de 90, com o incremento dos processos de globalização e do crescimento do mercado mundial de alimentos, passamos a cada vez menos exercer a nossa soberania sobre a decisão do que produzir e do que comer e, consequentemente, o direito de cada pessoa ou grupo de exercer a livre escolha sobre o que consumir.
      A crescente padronização da alimentação por meio da produção industrial e o aumento de monoculturas como a soja afetaram a diversidade de culturas e, portanto, o comportamento alimentar, os costumes à mesa e a escolha dos alimentos dos mais diversos grupos e de indivíduos em nosso país e ao redor do planeta. 
      O alimento é um dos elementos culturais que torna possível a constituição de uma identidade, o que é colocado no prato simboliza um pertencimento, uma identidade cultural, uma condição social e memória familiar. Nesse contexto, tornam-se cada vez mais relevantes as discussões e reflexões acerca da comida também como identidade territorial.
      O ato de comer não é apenas uma atividade biológica, mas sim um fenômeno social e cultural, uma mistura de conhecimentos adquiridos na família e com os grupos com os quais convivemos.
      Estudos sobre a cultura alimentar, seu simbolismo, comportamentos de consumo, tradições culinárias, valorização de alimentos utilizados por nossos antepassados, modos de preparo entre outros, são fundamentais não apenas para valorizar a diversidade alimentar, mas também para contribuir com práticas alimentares saudáveis para o desenvolvimento integral da pessoa humana. Além disso, esses estudos ajudam a compreender melhor a ligação da comida e de seus significados nos grupos humanos dentro de uma perspectiva cultural. 

Prof.ª Dr.ª Maria Helena Weber (Universidade Feevale)

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• A escritura da dor: deslocamento e exílio nas literaturas em língua portuguesa

Prazo máximo de entrega: 01/05/2018
Edição: 2018/02 (jul./dez. 2018)
Previsão de publicação: 01 de julho de 2018
Público: Pesquisadores doutores. São permitidos trabalhos de doutorandos e mestrandos, desde que em coautoria com pesquisadores doutores.    

Apresentação

      A presente chamada se propõe a publicar estudos originais de pesquisadores do Brasil e do exterior, que tenham como objeto de investigação ficções de países de língua portuguesa escritas a partir dos anos 60 do século passado. Entre os nomes da literatura contemporânea escrita em português, são vários os autores que se destacam como ficcionistas e cujas obras seduzem os leitores, envolvendo-os no cerzido narrativo e tornando-os partícipes de um processo de recriação da história e de recuperação de uma memória coletiva, na qual se re(a)presentam traços de identidade das nações que os textos elegem como cenário. É pela literatura que esses autores transformam os leitores em cúmplices de um exercício estético que infringe e subverte tradicionais discursos da história, bem como as formas de conceber a ficção.
      Nas obras desses ficcionistas, a história se torna o próprio tema dos romances e não apenas um mero pano de fundo; sendo reinterpretada e transfigurada artisticamente, ela dá forma à realidade de grupos sociais, materializando e condensando anseios coletivos a desejos individuais manifestados pela ação de personagens e por meio da ficção. Nessa ordem, a dor e o deslocamento contemporâneos, oriundos dos movimentos migracionais, dos exílios e da condição pós-colonial são imagens recorrentes da ficção em língua portuguesa. A chamada, dessa forma, propõe-se a reunir artigos em português, inglês, espanhol, italiano e francês, que abordem autores, obras e projetos artístico-literários, em gêneros literários diversos, que coloquem em perspectiva as articulações do imaginário da língua portuguesa que se apresentam pulverizados pelo mundo.

Prof. Dr. Daniel Conte (Universidade Feevale)
Prof.ª Dr.ª Jane Fraga Tutikian (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Prof.ª Dr.ª Marilia Librandi-Rocha (Stanford University) 

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• Protagonismo Negro: lutas, resistências e participações na construção histórica

Prazo máximo de entrega: 31/10/2018
Edição: 2019/01 (jan./jun. 2019)
Previsão de publicação: 01 de janeiro de 2019
Público: Pesquisadores doutores. São permitidos trabalhos de doutorandos e mestrandos, desde que em coautoria com pesquisadores doutores.    

Apresentação

      Discutir a organização sócio-política e cultural do nosso país passa por reflexões sobre a sua complexidade étnico-racial e a participação de diferentes atores sociais. Desta forma, (re) pensar os protagonismos, existentes na constituição histórica do Brasil, é um compromisso de todos aqueles que acreditam e defendem uma sociedade cuja diversidade esteja representada positivamente na construção de identidades. Dentre os agentes históricos que constituem a complexa realidade nacional estão os negros e as negras. Não é novidade que as mazelas sociais atingem esses sujeitos cotidianamente, o que reforça a necessidade de políticas contundentes contra a discriminação e o preconceito racial. Os movimentos e lutas contra a realidade discriminatória são muitas, e, sem dúvida, a persistência em se opor a uma sociedade que nega suas bases étnico-raciais, e as distintas formas de exclusão a ela vinculada, têm sido a pauta de inúmeras ações. Em seu caráter múltiplo, as lutas e resistências promovem avanços significativos no tocante às discussões e debates sobre a diversidade cultural brasileira, bem como o racismo e suas diferentes faces. Vale lembrar que a lei 10639/03 e a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar incentiva a valorização dos negros e das negras no processo histórico brasileiro, assim como o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/10), que estabelece a igualdade de oportunidades e, também, a defesa dos direitos étnicos. A busca pela promoção da igualdade material e social está presente na Lei 12.711/12, que promove o ingresso de afro-descendentes por meio das cotas na Universidade. Sem dúvida, muitos avanços foram materializados, mas ainda é preciso mais, para que assim, negros e negras se vejam representados em diferentes espaços e instâncias da sociedade.  Para tanto, é preciso construir olhares, atitudes e posturas afirmativas acerca das diferenças e da diversidade étnico-racial que constituiu nosso país. 
      Neste sentido, a Revista Prâksis, no intuito de cumprir com o seu papel acadêmico e contribuir com a discussão, bem como promover textos de pesquisadores comprometidos com a questão étnico-racial e seus desdobramentos no cenário brasileiro em diferentes momentos históricos, lança o Dossiê Protagonismo(s) Negro: lutas, resistências e participações na construção histórica.  Objetiva-se contemplar textos de diferentes áreas de conhecimento que tragam à tona a participação negra nas lutas sociais e políticas, principalmente no cenário brasileiro. Pretende-se contemplar as múltiplas experiências que contribuíram (e contribuem) para a discussão da liberdade, seus significados e sua relação com a construção da cidadania no Brasil, as relações de trabalho, as lutas acerca da educação que contemplam avanços e possibilidades, assim como as lutas e ações contra o Racismo e suas diferentes faces. Na esteira de possibilidades, também pretende-se contemplar textos que oportunizem à discussão da presença negra em diferentes instâncias da sociedade, assim como a igualdade e diversidade no cenário brasileiro.
      Entende-se que o debate e a socialização de estudos são fundamentais como forma de somar e contribuir para pensarmos um Brasil pluriétnico, e corroborar com a formação de uma sociedade justa e igualitária. Por tanto, é necessário trazer à tona o(s) protagonismo(s) dos negros e negras, tornando-se então, condizente com a luta por uma sociedade efetivamente democrática.

Prof.ª Dr.ª Magna Lima Magalhães (Universidade Feevale)

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v. 2 (2017): Língua, Literatura, Cultura e Ensino - Julho / Dezembro


Capa da revista
Data de Publicação: 01 de Julho de 2017