CONCEITO DE GENTRIFICAÇÃO NO ESPAÇO URBANO: CARTA DE VENEZA (1964), DECLARAÇÃO DE AMSTERDÃ (1975) E C ARTA DE WASHINGTON (1987)
DOI:
https://doi.org/10.25112/rpr.v1.4430Abstract
O conceito de gentrificação no espaço urbano foi introduzido por Ruth Glass em 1964, referindo-se ao processo de transformação urbana em Londres, onde áreas centrais, antes habitadas por populações de baixa renda, passaram a ser ocupadas por moradores de maior poder aquisitivo. O fenômeno é impulsionado por fatores como a suburbanização, a mobilidade da mão-de-obra e a valorização imobiliária. É visto como consequência inevitável da dinâmica urbana, refletindo pressões demográficas, econômicas e políticas. Na segunda metade do Século XX o Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos dos Monumentos Históricos (ICOMOS) emitiu documentos conclusivos sobre os sítios históricos. A Carta de Veneza de 1964 focou na conservação de monumentos, mas não abordou diretamente os impactos sociais da gentrificação. Foi a Declaração de Amsterdã (1975) que enfatizou a necessidade de preservar a estrutura social dos residentes durante a reabilitação de centros históricos, propondo intervenções que beneficiassem todos os estratos sociais. Já a Carta de Washington (1987) enfatizou a conexão entre preservação patrimonial e desenvolvimento econômico, o que muitas vezes resultou em projetos que não priorizavam a permanência das populações locais. No Brasil, muitos projetos de revitalização priorizaram o uso turístico e cultural, levando ao deslocamento de moradores originais. Concluímos que o processo, embora frequentemente visto como fenômeno negativo pode beneficiar os moradores originais, visto que a valorização imobiliária traz benefícios, mas exige políticas públicas que protejam os interesses das populações vulneráveis. A abordagem ideal deve focar em investimentos que revertam benefícios para a comunidade, evitando a simples compensação que não resolve as questões estruturais.
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