E SE A ÁGUA TIVESSE CHEGADO ATÉ AQUI? DESIGN DE SINALIZAÇÃO E POIÉTICAS DE SOBREVIVÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.25112/rpr.v1.4405Resumo
As crises climáticas revelam que, direta ou indiretamente, a humanidade é integralmente afetada por mudanças planetárias. Esta compreensão ganha ainda mais camadas quando estes fenômenos estão relacionados à ideia de tragédias pré-anunciadas, mas que não receberam a devida atenção das governanças globais, configurando-se como crimes de descaso. No contexto de "fim do mundo" (Blaser, 2024), artefatos culturais surgem como manifestos de sobrevivência, refletindo seu tempo. “Água até aqui” é uma resposta visual e colaborativa às enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, por meio de uma intervenção urbana baseada no design de sinalização. A partir da Filosofia da Libertação (Dussel, 1992; 2012a), arte e design são compreendidos como expressões culturais que articulam teoria e ação. A análise desta prática ocorre por meio da fenomenologia, com base em pesquisa documental, imagens de redes sociais e entrevista. O projeto se diferencia do design tradicional de sinalização por seus objetivos e poética. Encontra-se alinhado à transmodernidade (Dussel, 2012a), comprometido com a defesa da vida e práticas de sobrevivência (Von Borries, 2019).
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