EXU X SANTO ANTÔNIO: IDENTIDADES EM CONFLITO. O CASO DA TENDA ESPÍRITA MIRIM NO RIO DE JANEIRO
DOI:
https://doi.org/10.25112/rpr.v1.4334Palavras-chave:
Exu. Identity. Racialization. Subalternity.Resumo
A investigação objetivou identificar na ritualística da Tenda Espírita Mirim (TEM) de que forma o silenciamento de Exu e da etnicidade africana afinaram-se com o modelo eugenista do projeto de governo na primeira metade do século XX. Analisou-se de que forma esse modelo contribuiu com um ambiente de constantes disputas e negociações identitárias em torno da presença do que restou do corpo negro na religião – a entidade. Partiu-se da premissa de que a TEM inaugurou um modelo referencial de umbanda embranquecida e “pacificada” que foi amplamente difundido pelos segmentos religiosos no estado do Rio de Janeiro. Visou-se compreender como os interditos relativos à corporificação de Exu no espaço deflagaram conflitos e negociações nos intercâmbios da religião. As análises centram-se na relevância da desafricanização como ferramenta que organizou o rito, contribuindo para amalgamar um ethos umbandista marcadamente racista e baseado no embranquecimento das entidades e dos rituais.
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