TRANSCULTURAÇÃO E RESISTÊNCIA PÓS-COLONIAL EM TCHIA
DOI:
https://doi.org/10.25112/bcij.v5i2.4399Palabras clave:
Estudos pós-coloniais, Game studies, Transculturação, ResistênciaResumen
A indústria dos videogames, com sua tendência a representar um jogador-colonizador modelo que reconstrói o mundo virtual como expressão de si mesmo (Jayanth, 2021), já foi amplamente criticada na academia pelo papel que desempenha em reforçar os pressupostos ideológicos coloniais que ainda hoje dão suporte ao imperialismo. No entanto, menos atenção tem sido dedicada a investigar as alternativas que, nessa mesma indústria, emergem como oposições ao paradigma lúdico-colonial (Murray, 2018). Nesse contexto, o presente artigo dialoga com pesquisas anteriormente realizadas no campo dos estudos pós-coloniais de jogos e propõe investigar algumas estratégias de transculturação (Ortiz, 1973; Rama, 2004; Pratt, 1999) e resistência (Ashcroft, 2001) adotadas na poética dos videogames através do estudo de caso do jogo Tchia (Awaceb, 2023). A partir dessa fundamentação teórica, analisamos a representação cultural e as mecânicas/procedimentos do jogo selecionado, averiguando como dialogam com aspectos da ideologia colonial. Conclui-se que Tchia adota uma estratégia de transculturação cosmopolita que integra elementos da cultura local a uma ambientação fantástica, reinterpretando mitos/lendas regionais e focalizando as trocas que ocorrem na zona de contato entre culturas; e que resiste ao paradigma do jogador-colonizador ao questionar a centralidade da presença do jogador, ao representar a natureza como fim, e não como meio, e ao articular a transformação do mundo ficcional pelo jogador através da lente da recuperação ambiental.
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Derechos de autor 2026 Natalia Corbello, Emmanoel Ferreira

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