TERRITÓRIOS VIVOS: GAME JAMS COMO ESPAÇOS DE INVENÇÃO, CULTURA E IDENTIDADE

Autores/as

  • Caio Tulio Olimpio Pereira da Costa Universidade do Estado da Bahia
  • Thays Pantuza Zumbido Produções

DOI:

https://doi.org/10.25112/bcij.v5i2.4329

Palabras clave:

Game jams, Cultura, Identidade cultural, Espaços de sociabilidade, Estudo de caso

Resumen

A cultura de Game Jams no Brasil ganhou força nos últimos anos, expandindo sua presença nos eventos acadêmicos, nas comunidades independentes e no cenário profissional de jogos digitais. Esses contextos, além de fortalecer a articulação entre universidade, indústria e cultura de jogos, dão vazão para experiências e sensibilidades de representação e produção cultural no formato lúdico-midiático. Diante do explorado, o presente artigo busca registrar e refletir sobre as experiências de Jams realizadas considerando exemplificações e o jogo de cunho indígena Paranã Rébiwa, desenvolvido por Marina Gatto, premiado na Game Jam Plus 23/24 como Melhor Jogo de Sustentabilidade e Melhor Jogo do Norte. A proposta, também visa ampliar a visibilidade dessas práticas e contribuir para a conscientização de sua importância como espaço de formação, criação e articulação cultural. Para tanto, emprega-se análise crítico-reflexiva, considerando recortes de entrevistas conduzidas pelas pessoas autoras deste artigo com diversos agentes culturais relacionados às Game Jams, alinhando essa perspectiva qualitativa sob viés ensaístico e estruturando um Estudo de Caso do jogo Paranã Rébiwa produzido nessas circunstâncias, refletindo os constructos teóricos e considerações sobre a relevância cultural desses eventos. As reflexões conduzidas a partir do Estudo de Caso e das entrevistas demonstraram que com temas ligados à cultura brasileira e questões sociais, as Jams mobilizam uma ampla gama de criadores e ampliam o repertório dos jogos independentes. A experiência revelou a potência das Jams como dispositivos que integram teoria e prática, afeto e cognição, estética, política e, acima de tudo, cultura, o que as categoriza como territórios vivos de invenção, aprendizagem, transformação e identidade cultural.

Biografía del autor/a

Caio Tulio Olimpio Pereira da Costa, Universidade do Estado da Bahia

Doutor em Educação Tecnológica pela Universidade Federal de Pernambuco (Recife/Brasil). Professor REDA na Universidade do Estado da Bahia (Salvador/ Brasil) e Professor Permanente na Universidade Federal de Pernambuco (Recife/ Brasil). E-mail: caiotuliocosta3@gmail.com

Thays Pantuza, Zumbido Produções

Mestre em Comunicação Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro/Brasil). Diretora Criativa e Game Producer na Zumbido Produções (Minas Gerais/Brasil). E-mail: tpantuza@gmail.com.

Publicado

2026-04-29

Cómo citar

Costa, C. T. O. P. da, & Pantuza, T. (2026). TERRITÓRIOS VIVOS: GAME JAMS COMO ESPAÇOS DE INVENÇÃO, CULTURA E IDENTIDADE. Brazilian Creative Industries Journal, 5(2). https://doi.org/10.25112/bcij.v5i2.4329