O DESIGN DE EXPOSIÇÕES NA ECONOMIA DA CULTURA
DOI:
https://doi.org/10.25112/bcij.v6i1.4498Abstract
O artigo apresenta uma análise crítica do design de exposições no Brasil e da museografia imersiva, tomando como estudo de caso o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro. A relevância do estudo para o campo das indústrias criativas reside no papel que os museus passaram a ocupar nas políticas culturais e urbanas associadas à economia criativa, sendo mobilizados como instrumentos de regeneração urbana, produção simbólica e promoção das cidades em circuitos globais de turismo e investimento. O referencial teórico articula autores que problematizam o conceito de indústrias criativas, como Hesmondhalgh (2002), Miller (2008) e Hesmondhalgh e Pratt (2006), com pesquisadores que analisam o design de exposições a partir de perspectivas históricas e materialistas, como Bennett (2018), Castillo (2008), Duncan (1995) e Hooper-Greenhill (1992/2000). Com base em revisão Bibliográfica e observações não participantes realizadas entre 2024 e 2025, discute-se como o design de exposições, ao ampliar a interatividade e a participação do público, também é mobilizado por estratégias de branding cultural e consumo simbólico associadas à economia da experiência. Os museus analisados, geridos pela Fundação Roberto Marinho, se configuram como arenas de visibilidade cultural que articulam elementos da indústria cultural e da economia criativa. O artigo busca contribuir para a reflexão crítica sobre o papel do design de exposições na construção de narrativas institucionais e na materialização de discursos culturais nos museus brasileiros.
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