TRANSCULTURAÇÃO E RESISTÊNCIA PÓS-COLONIAL EM TCHIA

Autores

  • Natalia Corbello Univerisdade Federal Fluminense e Universidade Estadual de Maringá
  • Emmanoel Ferreira Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.25112/bcij.v5i2.4399

Palavras-chave:

Estudos pós-coloniais, Game studies, Transculturação, Resistência

Resumo

A indústria dos videogames, com sua tendência a representar um jogador-colonizador modelo que reconstrói o mundo virtual como expressão de si mesmo (Jayanth, 2021), já foi amplamente criticada na academia pelo papel que desempenha em reforçar os pressupostos ideológicos coloniais que ainda hoje dão suporte ao imperialismo. No entanto, menos atenção tem sido dedicada a investigar as alternativas que, nessa mesma indústria, emergem como oposições ao paradigma lúdico-colonial (Murray, 2018). Nesse contexto, o presente artigo dialoga com pesquisas anteriormente realizadas no campo dos estudos pós-coloniais de jogos e propõe investigar algumas estratégias de transculturação (Ortiz, 1973; Rama, 2004; Pratt, 1999) e resistência (Ashcroft, 2001) adotadas na poética dos videogames através do estudo de caso do jogo Tchia (Awaceb, 2023). A partir dessa fundamentação teórica, analisamos a representação cultural e as mecânicas/procedimentos do jogo selecionado, averiguando como dialogam com aspectos da ideologia colonial. Conclui-se que Tchia adota uma estratégia de transculturação cosmopolita que integra elementos da cultura local a uma ambientação fantástica, reinterpretando mitos/lendas regionais e focalizando as trocas que ocorrem na zona de contato entre culturas; e que resiste ao paradigma do jogador-colonizador ao questionar a centralidade da presença do jogador, ao representar a natureza como fim, e não como meio, e ao articular a transformação do mundo ficcional pelo jogador através da lente da recuperação ambiental.

Biografia do Autor

Natalia Corbello, Univerisdade Federal Fluminense e Universidade Estadual de Maringá

Doutoranda em Comunicação na Universidade Federal Fluminense (Niterói/Brasil) e Doutoranda em Letras na Universidade Estadual de Maringá (Maringá/Brasil). Mestre em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (Maringá/Brasil). Bolsista Capes. E-mail: ncorbello@id.uff.br

Emmanoel Ferreira, Universidade Federal Fluminense

Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro/Brasil). Professor Associado na Universidade Federal Fluminense (Niterói/Brasil). E-mail: emmanoelf@id.uff.br

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Publicado

2026-04-29

Como Citar

Corbello, N., & Ferreira, E. (2026). TRANSCULTURAÇÃO E RESISTÊNCIA PÓS-COLONIAL EM TCHIA. Brazilian Creative Industries Journal, 5(2). https://doi.org/10.25112/bcij.v5i2.4399