O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA DOCENTE E DE SUAS REPRESENTAÇÕES SOBRE O PRÓPRIO TRABALHO: O FENÔMENO DO MAL-ESTAR

Rita Melânia Webler Brand

Resumo


O artigo apresenta uma discussão a partir das definições de Stuart Hall sobre identidades e representações sociais, vinculando essas definições com as concepções de identidades e de representações docentes. Como percurso metodológico, o estudo parte de uma revisão bibliográfica e de uma pesquisa empírica que evidenciam um contexto de reestruturação sociocultural, que repercute nos professores e no seu trabalho. Nesse sentido, indica que as grandes transformações sociais estão ocasionando uma descentralização do homem em relação aos seus mecanismos de representação e de reconhecimento do mundo, definindo-o como um indivíduo que não possui uma identidade permanente, e sim uma multiplicidade de desconcertantes e cambiantes identidades possíveis, podendo-se identificar com cada uma delas. Deste modo, os docentes desempenham diversos papéis, inclusive contraditórios entre si, para os quais, muitas vezes, não estão preparados e que lhes são exigidos para manter um equilíbrio instável com necessidades sociais que os movam e a seus alunos em muitos terrenos a serviço das necessidades políticas, culturais e econômicas do atual contexto. A partir deste estudo chegamos, portanto, ao entendimento de que tais mudanças interferem no que se compreende como processo de mudança e de precarização do trabalho docente, favorecendo, assim, a constituição do fenômeno do mal-estar docente.

Palavras-chave: Representação docente. Identidade docente. Trabalho docente. Mal-estar docente.


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DOI: https://doi.org/10.25112/rp.v1i0.708

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