ÉTICA E EDUCAÇÃO: OS PRONUNCIAMENTOS CONTEMPORÂNEOS

Cecília Pires

Resumo


Tal como a Ética, a Educação é dialogal. Ambas externam as experiências culturais da humanidade. Na chamada espécie humana, a marca da racionalidade é o traço distintivo entre os demais seres que não apresentam o componente do logos, do ethos e, portanto, não produzem cultura, expressam a natureza. A pergunta por si mesmo e pelas coisas que a circundam fazem do sujeito uma expressão da inteligência e da consciência. Nas espécies não racionais há ausência da consciência e a ausência da pergunta. Os humanos caracterizam-se pela pergunta, fruto da sua percepção da natureza e do mundo cultural. Para os humanos, o conhecimento é sua sobrevivência, tanto no âmbito da construção teórica, quanto na esfera do saber empírico. Essa sua condição é experimentada pelo exercício da sua racionalidade. O saber humano é um saber de diálogo e de partilha. Desse modo é possível ampliar esses saberes, fazer ciência, avançar na tecnologia e permitir a compreensão das diferenças entre os sujeitos. A ética como produção teórica dos conhecimentos vividos pelos povos e nações é o dado identificador da subjetividade. Há uma profunda vinculação entre o ethos de uma comunidade, de um povo e a identidade cultural. Ao ethos se associa o logos, o verbo, a palavra, a fala. Os sujeitos da razão têm isso como propriedade de sua condição humana. Os demais seres não pronunciam nada, não possuem nem o logos nem o ethos. Não há nem pensamento, nem moralidade, a definir o agir ético. Então, a propriedade da pergunta pertence aos sujeitos produtores de cultura e de procedimentos éticos. Ao se falar em ética e educação, como pronunciamentos culturais, pense-se na interligação concreta entre fazeres humanos, ações inteligentes, procedimentos discursivos, tarefas práticas.

Palavras-chave: Ética. Educação. Cultura. Subjetividade. Autonomia.


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DOI: https://doi.org/10.25112/rp.v2i0.580

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