A LITERATURA COMO JUSTIÇA SOCIAL DO COLONIZADOR REVERSO: ECOS DA PEDAGOGIA DAS ENCRUZILHADAS EM EMINÊNCIA PARDA, DE EMICIDA.

Autores

  • João Pedro da Cunha de Almeida Universidade Federal de Pernambuco
  • Rogério Mendes Coelho Universidade Federal do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.25112/rpr.v2.4540

Resumo

O artigo oferece uma perspectiva sobre os possíveis entrecruzamentos entre a música Eminência Parda (2019), do cantor brasileiro Emicida e a Pedagogia das Encruzilhadas proposta pelo pesquisador Luiz Rufino em sua tese de doutorado intitulada Exu e a Pedagogia das Encruzilhadas (2017). Objetiva-se compreender a criação poética proposta pelo rapper enquanto uma alternativa para pensar a literatura como movimento de justiça social, além da educação e o letramento através da cultura do hip-hop que invoca os conhecimentos das filosofias de matrizes africanas por meio da busca pela herança ancestral tanto reivindicada pelas visões cosmogônicas afro-latino-americanas de ensino. Além disso, o artigo também almeja examinar como o cantor busca as várias formas de se (re)contar o Exu, divindade do iorubá perpassada pela diáspora, no intuito de pensá-lo enquanto força motriz de um projeto político, poético e educativo tomado como referência à educação antirrascista contemporânea, sendo necessário, a partir disso, o firmamento no aparato teórico-metodológico de Mendes (2019) e Collins (2020).

Biografia do Autor

João Pedro da Cunha de Almeida, Universidade Federal de Pernambuco

Doutorando em Letras na Universidade Federal de Pernambuco (Recife/Brasil). Email: joao.palmeida@ufpe.br

Rogério Mendes Coelho, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Pós-doutor em Difusão do Conhecimento pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Natal/Brasil). Professor associado de Literaturas e Culturas Hispânicas do curso de Letras Espanhol da mesma Universidade. Email: rogerio.mendes.coelho@ufrn.br

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Publicado

2026-07-15

Como Citar

Almeida, J. P. da C. de, & Coelho, R. M. (2026). A LITERATURA COMO JUSTIÇA SOCIAL DO COLONIZADOR REVERSO: ECOS DA PEDAGOGIA DAS ENCRUZILHADAS EM EMINÊNCIA PARDA, DE EMICIDA. Revista Prâksis, 2, 77–93. https://doi.org/10.25112/rpr.v2.4540