A LITERATURA COMO JUSTIÇA SOCIAL DO COLONIZADOR REVERSO: ECOS DA PEDAGOGIA DAS ENCRUZILHADAS EM EMINÊNCIA PARDA, DE EMICIDA.
DOI:
https://doi.org/10.25112/rpr.v2.4540Resumo
O artigo oferece uma perspectiva sobre os possíveis entrecruzamentos entre a música Eminência Parda (2019), do cantor brasileiro Emicida e a Pedagogia das Encruzilhadas proposta pelo pesquisador Luiz Rufino em sua tese de doutorado intitulada Exu e a Pedagogia das Encruzilhadas (2017). Objetiva-se compreender a criação poética proposta pelo rapper enquanto uma alternativa para pensar a literatura como movimento de justiça social, além da educação e o letramento através da cultura do hip-hop que invoca os conhecimentos das filosofias de matrizes africanas por meio da busca pela herança ancestral tanto reivindicada pelas visões cosmogônicas afro-latino-americanas de ensino. Além disso, o artigo também almeja examinar como o cantor busca as várias formas de se (re)contar o Exu, divindade do iorubá perpassada pela diáspora, no intuito de pensá-lo enquanto força motriz de um projeto político, poético e educativo tomado como referência à educação antirrascista contemporânea, sendo necessário, a partir disso, o firmamento no aparato teórico-metodológico de Mendes (2019) e Collins (2020).
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