BEM-ESTAR DOCENTE E QUALIDADE RELACIONAL NAS ESCOLAS PORTUGUESAS: EVIDÊNCIAS TRIANGULADAS DO TALIS 2024
DOI:
https://doi.org/10.25112/rcodis.v2.4804Abstract
O presente artigo analisa o bem-estar docente em Portugal a partir dos dados portugueses do TALIS 2024, articulando-os com indicadores nacionais sobre a profissão docente e com literatura especializada sobre stress, liderança, clima escolar e educação relacional. Defende-se que o mal-estar docente não deve ser compreendido como problema meramente individual, psicológico ou disposicional, mas como expressão de condições institucionais que combinam sobrecarga administrativa, fragmentação do tempo profissional, frágil reconhecimento social e dificuldades de renovação geracional. A análise evidencia, contudo, que as escolas portuguesas preservam níveis relevantes de qualidade relacional, expressos na confiança entre docentes, nas relações pedagógicas positivas e no apoio das lideranças. Estes recursos funcionam como fatores protetores, embora se revelem insuficientes para compensar pressões sistémicas persistentes. Sustenta-se, por isso, que o bem-estar docente deve ser entendido como categoria política e organizacional, central para a sustentabilidade da escola pública em Portugal.
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Copyright (c) 2026 Nuno Baptista, Liliana Faria

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