https://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/issue/feedRevista Prâksis2026-07-15T14:01:52-03:00Prof.ª Dr.ª Claudia Schemesclaudias@feevale.brOpen Journal Systems<p><strong>Prâksis</strong> é a revista eletrônica semestral de acesso aberto do Programa de Pós-graduação em <a href="https://www.feevale.br/pos-graduacao/stricto-sensu/programa-de-pos-graduacao-em-processos-e-manifestacoes-culturais" target="_blank" rel="noopener">Processos e Manifestações Culturais</a> da <a href="https://www.feevale.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Feevale</a>, com publicações desde 2004, que tem como foco promover estudos avançados que se orientem para os processos e manifestações culturais. Tais estudos justificam-se pela importância que os referenciais históricos e as reflexões estéticas – percebidos como parte de uma memória fundante que se concretizou por meio de atos de comunicação, enunciados em diferentes linguagens – assumem na constituição de identidades coletivas regionais e nacionais, caracterizando a área de concentração, denominada Processos e Manifestações Culturais que foi pensada a partir de uma visão interdisciplinar que permite o diálogo e associa os saberes específicos da História, Comunicação e Literatura e que encontra contribuição complementar das áreas da Filosofia e da Arte.</p> <p><strong>•</strong> Periódico associado à ABEC (<a href="https://www.abecbrasil.org.br/novo/" target="_blank" rel="noopener">Associação Brasileira de Editores Científicos</a>).<br />...........................................................................................................................................................................................................................<br /><strong>Principais Indexadores/diretórios ⭐📚 <br /></strong><a href="https://www.scopus.com/sourceid/21101023315?origin=resultslist" target="_blank" rel="noopener">Scopus</a> • <a href="https://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&user=0iB-TloAAAAJ" target="_self">Google Scholar</a> • <a href="https://www.redalyc.org/revista.oa?id=5255&tipo=coleccion">Redalyc</a> • <a href="https://rnp-primo.hosted.exlibrisgroup.com/permalink/f/1iiff92/CAPES_SFX_OPEN3710000001483022">Capes</a> • <a href="https://www.ebsco.com/" target="_self">Ebsco</a> • <a href="https://www.redib.org/Record/oai_revista2872-pr%C3%A2ksis">Redib</a> • <a href="https://kanalregister.hkdir.no/publiseringskanaler/erihplus/periodical/info.action?id=490186">Erihplus</a> • <a href="https://doaj.org/toc/2448-1939?source=%7B%22query%22%3A%7B%22filtered%22%3A%7B%22filter%22%3A%7B%22bool%22%3A%7B%22must%22%3A%5B%7B%22terms%22%3A%7B%22index.issn.exact%22%3A%5B%221807-1112%22%2C%222448-1939%22%5D%7D%7D%5D%7D%7D%2C%22query%22%3A%7B%22match_all%22%3A%7B%7D%7D%7D%7D%2C%22size%22%3A100%2C%22sort%22%3A%5B%7B%22created_date%22%3A%7B%22order%22%3A%22desc%22%7D%7D%5D%2C%22_source%22%3A%7B%7D%7D">Doaj</a> • <a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/2448-1939#">Road</a> • <a href="https://www.latindex.org/latindex/ficha?folio=27759">Latindex</a> • <a href="https://www.pergamum.pucpr.br/icap/index.php?resolution2=1024" target="_self">Icap</a> <br />............................................................................................................................................................................................................................</p>https://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4686ESCREVIVÊNCIA E PARTILHA DO SENSÍVEL: CORPO, VIOLÊNCIA E RECONFIGURAÇÃO ESTÉTICA EM CONCEIÇÃO EVARISTO E JARID ARRAES2026-06-05T09:15:10-03:00Daniel Contedanielconte@feevale.brPaula Terra Nassrpaulanassr@gmail.com<p class="isselectedend" style="margin: 0cm; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; text-indent: 35.45pt;">Este artigo analisa de que modo as obras <em>Ana Davenga, conto constituinte de Olhos d’água</em>, de Conceição Evaristo, e, <em>Um buraco com meu nome</em>, de Jarid Arraes, reconfiguram os modos de representação da experiência negra na literatura brasileiro-contemporânea. A investigação parte da hipótese de que essas produções não apenas tematizam sujeitos historicamente silenciados, mas tensionam os próprios fundamentos epistemológicos da teoria literária tradicional. Para isso, mobiliza-se uma abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e analítico-interpretativa, articulando os conceitos de escrevivência, partilha do sensível e inconsciente estético. A partir de Rancière (2009), compreende-se a literatura como prática capaz de redistribuir o visível, o dizível e o pensável. Em diálogo com Mbembe (2016) e com dados do <em>Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024</em>, o estudo situa as obras no contexto da violência estrutural brasileira, marcada pela incidência desproporcional sobre corpos negros, femininos e periféricos. A análise evidencia que Evaristo e Arraes fazem da linguagem um espaço de memória, denúncia e resistência, deslocando a literatura de uma função meramente representacional para uma prática de produção do sensível. Conclui-se que a literatura negro-brasileira contemporânea atua como força estética, política e epistemológica de reconfiguração do comum.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Daniel Conte, Paula Terra Nassrhttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4675ENTRE OS ESCRITOS DE CAROLINA E A POÉTICA DE CONCEIÇÃO: A ESCREVIVÊNCIA COMO CAMPO CONCEITUAL DE AFIRMAÇÃO DA LITERATURA AFRO-BRASILEIRA2026-05-25T11:14:40-03:00Jucelino Salesjucelino.sales@ueg.brCácio José Ferreiracacio.ferreira@unb.brJhenifer Santosjhev.0203@gmail.com<p>Desde os apontamentos de Domício Proença Filho, em relação ao discurso literário sobre o negro bifurcado entre: “a condição negra como objeto, numa visão distanciada, e o negro como sujeito, numa atitude compromissada” (2004, p. 161), os estudos literários avançam no debate acerca do fenômeno estético em torno da produção oriunda da população afrodescendente. Como resumiu Duarte (2011), a literatura afro-brasileira no limiar do século XXI vem vertiginosamente ampliando o seu <em>corpus</em> literário e, na mesma medida, robustecendo o debate acadêmico e demarcando um terreno específico de produção literária. É fato indiscutível que a presença da escritora Carolina Maria de Jesus nos debates literários contemporâneos ecoa de maneira prolífica e consolidada. Por sua vez, a poética encampada por Conceição Evaristo (2020) em torno do conceito <em>escrevivência</em>, de sua autoria, constitui-se em potência teórico-literária <em>sui generis</em> costurada numa experiência estética própria na tessitura de um nós transbordado pela grande história do povo negro, verdadeira tradição viva (Bâ, 2010), memória ancestral recriada na palavra através da imaginação criativa, no exercício da literatura e da oralitura (Martins, 2003). O revisionismo de posições refratárias ao cânone literário ocidental (Bloom, 1995), contradizendo as epistemologias eurocêntricas com refutações criativas contra o perigo de uma história única (Adichie, 2019), é tarefa teórico-crítica necessária que a defesa e a afirmação conceitual da tecnologia da <em>escrevivência</em>, seu movimento em Conceição e o seu reconhecimento em Carolina, nesse território em disputa (Dalcastagnè, 2012) – a literatura – configura um campo fértil de rasura teórica, insurgência e reivindicação contra-hegemônica do direito à literatura.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Jucelino Sales, Cácio José Ferreira, Jhenifer Santoshttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4642SILÊNCIO E A REGULAÇÃO DO AFETO: MASCULINIDADES NEGRAS EM PONCIÁ VICÊNCIO2026-04-29T14:10:07-03:00Maria Aparecida Cruz de Oliveiramaricruzdeoliveira@gmail.comMaynara Kelly Paulino de Souza maynara.kelly@academico.ufpb.br<p>Este artigo analisa as dinâmicas de silêncio e a interdição do afeto associadas às masculinidades negras no romance <em>Ponciá Vicêncio</em> (2003), de Conceição Evaristo. Parte-se da hipótese de que os personagens masculinos são configurados sob um regime de silenciamento que, ao mesmo tempo, reproduz e tensiona a colonialidade do ser, o racismo estrutural e o patriarcado. A análise, de caráter discursivo-literário, orienta-se por uma perspectiva interseccional e decolonial, em diálogo com Frantz Fanon (2008), Nelson Maldonado-Torres (2022), Neusa Santos Souza (1983) e bell hooks (2021). Argumenta-se que o silêncio, no romance, não se reduz à ausência discursiva, mas constitui uma tecnologia de regulação afetiva, por meio da qual se organizam tanto os efeitos da violência histórica sobre a subjetividade negra quanto estratégias ambivalentes de sobrevivência. A leitura de diferentes configurações de masculinidade, do trauma herdado do avô à paternidade contida, da formação identitária de Luandi às estratégias de adaptação de Soldado Nestor, evidencia que a contenção afetiva opera como marca da desumanização colonial e, simultaneamente, como possibilidade de resistência. Sustenta-se, por fim, que a obra inscreve uma pluralidade de masculinidades negras que desafiam os regimes hegemônicos de representação ao reinscrever o afeto como campo de disputa política.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maria Aparecida Cruz de Oliveira, Maynara Kelly Paulino de Souza https://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4585ESCREVER A FORMAÇÃO: DOCÊNCIA, MEMÓRIA E TRANSMISSÃO EM É FOGO!, DE MARIA HELENA DO SUL2026-03-23T08:57:59-03:00Janniny Kierniewjanninyk@gmail.comCláudia Bechara Fröhlichclaudiafrohlich@hotmail.com<p class="p1">Este artigo analisa o livro <em>É fogo!</em> (1987), de Maria Helena Vargas da Silveira, como uma narrativa que articula memória, docência e experiência negra no sul do Brasil. No entrecruzamento entre ficção e autobiografia, a obra constrói a escrita como gesto formativo, no qual a experiência singular se abre à dimensão coletiva de uma memória marcada por racismo, sexismo e desigualdades educacionais. Sustenta-se que a escrita opera como recurso de formação docente, deslocando o ensino de uma lógica técnico-instrumental para o campo da transmissão, entendido como espaço de hiância, desejo e invenção. Dialogando com o conceito de escrevivência, de Conceição Evaristo, e com a noção de oralitura e corpo-tela, de Leda Maria Martins, o estudo compreende a obra como inscrição de um corpo-memória que grafia saberes na linguagem. À luz das reflexões de Lélia Gonzalez sobre memória e consciência, argumenta-se que a narrativa rasura discursos hegemônicos ao inscrever um nome próprio e uma ancestralidade. Assim, <em>É fogo!</em> afirma a docência como prática ética, política e afetiva, instaurando, pela escrita, um gesto de descolonização e reinvenção do sujeito.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Janniny G. Kierniew, Cláudia Bechara Fröhlichhttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4540A LITERATURA COMO JUSTIÇA SOCIAL DO COLONIZADOR REVERSO: ECOS DA PEDAGOGIA DAS ENCRUZILHADAS EM EMINÊNCIA PARDA, DE EMICIDA.2026-02-23T13:55:09-03:00João Pedro da Cunha de Almeidajoao.palmeida@ufpe.brRogério Mendes Coelhorogerio.mendes.coelho@ufrn.br<p>O artigo oferece uma perspectiva sobre os possíveis entrecruzamentos entre a música <em>Eminência Parda</em> (2019), do cantor brasileiro Emicida e a <em>Pedagogia das Encruzilhadas</em> proposta pelo pesquisador Luiz Rufino em sua tese de doutorado intitulada <em>Exu e a Pedagogia das Encruzilhadas</em> (2017). Objetiva-se compreender a criação poética proposta pelo <em>rapper</em> enquanto uma alternativa para pensar a literatura como movimento de justiça social, além da educação e o letramento através da cultura do <em>hip-hop</em> que invoca os conhecimentos das filosofias de matrizes africanas por meio da busca pela herança ancestral tanto reivindicada pelas visões cosmogônicas afro-latino-americanas de ensino. Além disso, o artigo também almeja examinar como o cantor busca as várias formas de se (re)contar o Exu, divindade do iorubá perpassada pela diáspora, no intuito de pensá-lo enquanto força motriz de um projeto político, poético e educativo tomado como referência à educação antirrascista contemporânea, sendo necessário, a partir disso, o firmamento no aparato teórico-metodológico de Mendes (2019) e Collins (2020).</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 João Pedro da Cunha de Almeida, Rogério Mendes Coelhohttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4684A PARTE QUE SE QUER TODO: SINCERIDADE, METONÍMIA E A URGÊNCIA DA PARTICULARIDADE EM SOLITÁRIA, DE ELIANA ALVES CRUZ2026-06-02T14:09:56-03:00Rafaela Rogério Cruzrafaela.cruz@ufrpe.br<p><span style="font-weight: 400;">A partir do episódio provocado pela entrevista da tradutora Aurora Bernardini, em que obras de Elena Ferrante, Annie Ernaux e Itamar Vieira Junior são desqualificadas como literatura por privilegiarem o conteúdo em detrimento da forma, este ensaio reflete sobre os contornos de uma estética negro-brasileira em relação dialética com a ideia de identidade nacional e sua crise. Tomando como objeto o romance Solitária (2022), de Eliana Alves Cruz, o ensaio argumenta que o excesso de expressividade do conteúdo que caracteriza a obra não constitui uma insuficiência formal, mas uma configuração estética historicamente determinada, aqui denominada sinceridade como condição. Através do diálogo com a New Sincerity norte-americana, com a teoria da alegoria nacional de Fredric Jameson e com a tríade dialética de György Lukács, o ensaio propõe que Solitária opera não como alegoria mas como metonímia da crise nacional brasileira, e que suas principais manobras formais — a urgência da particularidade, a inversão da ordem singular-típico e a construção do Golden Plate como parte que se quer todo — respondem a uma demanda histórica que o romance não pode recusar. Na última seção, a partir do conceito de políticas de memória de Paul Ricoeur e da distinção entre Darstellung e Vertretung em Gayatri Spivak, o ensaio examina o paradoxo constitutivo dessa demanda e as tensões que ela impõe tanto à produção quanto à recepção crítica da literatura negro-brasileira contemporânea.</span></p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Rafaela Rogério Cruzhttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4614“CARTAS PARA MI ABUELA”: EPISTEMOLOGÍAS NEGRO BRASILERAS DESDE LOS RELATOS SOBRE RACISMO 2026-04-13T12:53:57-03:00José Alirio Peña Zerpajapenazerpa@mail.austral.edu.arClaritza Arlenet Peña Zerpacpenazer@ucab.edu.veMixzaida Yelitza Peña Zerpamixzaidap@gmail.com<p>Este estudio se propuso describir las epistemologías negro-brasileras desde los relatos sobre racismo de la autora Djamila Ribeiro en <em>Cartas para mi abuela</em>, posicionando y configurando su mirada intimista. Se consideró el racismo desde una perspectiva estructural. Se dejó claro que las epistemologías negro-brasileras son una respuesta a la jerarquía racial (que segregó a las personas negras), definiendo temas, paradigmas y abordajes que explican el racismo desde una posición contrahegemónica. Se diseñó un método que tomó algunas consideraciones de la hermenéutica de textos literarios y de la interpretación de relatos (método narrativo-biográfico), buscando como principios orientadores: comprender las características, los porqués y los cómos del racismo. La belleza del cabello rizado, la importancia del lugar de enunciación, el reconocimiento de racismos internalizados, la reivindicación del color de la piel y la deconstrucción de estereotipos constituyen un corpus conceptual de las publicaciones académicas de Ribeiro en diálogo constante con otras producciones académicas y las epistemologías negro-brasileras que encuentran parte de su florecimiento en <em>Cartas para mi abuela</em>.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 José Alirio Peña Zerpa, Claritza Arlenet Peña Zerpa, Mixzaida Yelitza Peña Zerpahttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4542AUTORIA NEGRA FEMININA E FORMAÇÃO DO SUJEITO LEITOR: IDENTIDADE, PERTENCIMENTO E EXPERIÊNCIA LITERÁRIA2026-02-24T12:08:30-03:00Jéssica Daiane Rangel Dulliusjessicadullius27@gmail.comFabiane Mirandafabbym77@gmail.comJuliana Aparecida Bohnjubohn@gmail.comLovani Volmerlovanivolmer@gmail.com<p>Este artigo analisa a literatura de autoria negra feminina como espaço de formação do sujeito leitor, a partir das categorias identidade, pertencimento e subjetividade. Ancorado em uma abordagem teórico-crítica e bibliográfica, o estudo dialoga com a Teoria da Literatura, a crítica feminista e perspectivas decoloniais, mobilizando contribuições de escritoras negras brasileiras e reflexões em torno do conceito de escrevivência. Argumenta-se que essa produção literária amplia os horizontes da experiência estética ao reconfigurar modos de narrar, ler e interpretar a realidade social brasileira. Os resultados da análise indicam que tais obras produzem efeitos formativos no leitor, entendido como sujeito histórico e culturalmente situado, ao possibilitar processos de reconhecimento, identificação e construção simbólica. Conclui-se que a literatura de autoria negra feminina ocupa lugar central na revisão crítica dos repertórios literários e na constituição de práticas de leitura mais plurais, socialmente implicadas e comprometidas com a diversidade cultural e educacional brasileira no contexto contemporâneo escolar.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Jéssica Daiane Rangel Dullius, Fabiane Miranda, Juliana Aparecida Bohn, Lovani Volmerhttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4677DE QUE MODO ELAS AGEM E RESISTEM? PERSONAGENS FEMININAS E AGÊNCIA EM TORTO ARADO, DE ITAMAR VIEIRA JUNIOR 2026-05-29T11:58:57-03:00Giele Vieira dos Santosgielesantos@gmail.comAdriana Cristina Aguiar Rodriguesadrianaaguiar@ufam.edu.br<p style="margin: 0cm; text-align: justify;">Buscamos, neste artigo, analisar a agência das personagens femininas no romance <em>Torto Arado</em> (2019), de <span class="whitespace-normal">Itamar Vieira Junior</span>, para compreender de que maneira suas trajetórias contribuem para a construção de formas de resistência e emancipação diante das opressões de gênero, raça e classe. A análise, fundamentada em referenciais da crítica pós-colonial, dos estudos de gênero e do feminismo negro brasileiro, tem como foco personagens como Donana, Salustiana Nicolau, Belonísia, Crispina, Crispiniana e Maria Cabocla, a fim de evidenciar estratégias de resistência construídas por meio das relações comunitárias, da preservação da memória e das práticas culturais compartilhadas. De tal modo, argumentamos que o romance constrói uma representação crítica das mulheres negras rurais, conferindo centralidade às suas experiências e evidenciando formas de agência que tensionam estruturas coloniais, patriarcais e raciais historicamente consolidadas.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Giele Vieira dos Santos, Adriana Cristina Aguiar Rodrigueshttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4682KEHINDE: UMA VOZ INSURGENTE EM UM DEFEITO DE COR, DE ANA MARIA GONÇALVES.2026-06-01T14:54:02-03:00Elane da Silva Plácidoelaneplacido2@gmail.com<p>No presente artigo, analisamos <em>Um defeito de cor</em> (2006), de Ana Maria Gonçalves, a partir da relação entre discurso histórico e ficcional, que se manifesta por meio da voz insurgente da protagonista Kehinde. A narrativa evidencia como a insurgência feminina é construída por intermédio de aspectos da opressão patriarcal e da subversão, destacando as formas de resistência das mulheres diante desses cenários, de forma a representar uma tentativa de escapar das amarras sociais. Para tanto, a fim de atingir os objetivos propostos, esta análise se ancorará em diferentes abordagens discursivas refletidas à luz dos estudos de Aníbal Quijano (2005), María Lugones (2014); reflexões acerca do lugar de fala, de Djamila Ribeiro (2019) e as interseccionalidades de opressões discutidas pela ativista Angela Davis (2019). Destacamos, ainda, que Gonçalves produz um trabalho narrativo em que História e ficção se entrecruzam, de modo a fazer emergir o lugar de fala de Kehinde, mulher negra inserida no contexto das relações culturais e sociais do Brasil-Colônia, que resisti a opressões destinadas à quem ocupava às margens do poder político e econômico, bem como resistia a tais opressões e formas de silenciamento.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Elane da Silva Plácidohttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4681A LITERATURA COMO ESPAÇO DE INSCRIÇÃO: LEITURAS DE CORPO DESFEITO DE JARID ARRAES 2026-06-01T14:45:18-03:00Caroline Krügercaroline_kruger@outlook.comSandra Djambolakdjian Torossiandjambo.sandra@gmail.comRafael de Siqueira Fredi rafael.fredii@gmail.comSamantha Frota Luconisaluconi@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo reflete sobre as relações entre violência, literatura e escrita a partir da obra </span><em><span style="font-weight: 400;">Corpo Desfeito</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2022), de Jarid Arraes. Inserido no campo da literatura produzida por mulheres negras brasileiras, o trabalho interroga de que modo a escrita pode constituir um espaço de inscrição e existência frente a experiências marcadas pela violência de gênero e pelo silenciamento. A partir de uma escrita ensaística, articulam-se discussões sobre crueldade, violência de gênero e literatura, tomando a trajetória da personagem Amanda como eixo de análise. A reflexão evidencia que a violência não se restringe a acontecimentos isolados, mas se produz também por mecanismos cotidianos de controle, apagamento e negação da experiência. Nesse contexto, a literatura é compreendida como prática capaz de produzir linguagem para experiências historicamente silenciadas, favorecendo sua circulação, memória e transmissão. Conclui-se que a escrita, especialmente na produção literária de mulheres negras, pode operar como mediação diante da violência, criando brechas nos processos de silenciamento e afirmando a literatura como espaço de existência, memória e reconhecimento. </span></p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Caroline Krüger, Sandra Torossian, Rafael de Siqueira Fredi, Samantha Frota Luconi https://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4371ALOCUCIÓN Y FOTOGRAFÍA DEL PROGRESO MÉDICO Y LA SALUD PÚBLICA: ESCAPARATES DE LOS FESTEJOS DEL PRIMER CENTENARIO DE LA INDEPENDENCIA DE MÉXICO (1910)2025-10-04T17:18:16-03:00Consuelo Córdoba Floresshake.research.work@gmail.com<p>El propósito de este trabajo es mostrar la manera en que las alocuciones y fotografías de las exposiciones y ceremonias relacionadas con la evolución de las ciencias médicas y la salud pública en la Ciudad de México, contenidas en la <em>Crónica oficial de las fiestas del primer centenario de la Independencia de México</em> (la propaganda oficial del régimen porfirista publicada en 1911), contribuyeron a la construcción del discurso de modernización y éxito, dirigido a audiencias nacionales e internacionales. Se propone una metodología que articula la concepción tridimensional del discurso de Norman Fairclough (para analizar las alocuciones), con los tres niveles del análisis semiótico del <em>mito</em> de Roland Barthes (para analizar las fotografías). La particularidad del método propuesto radica en que en el tercer nivel se analiza de manera integrada las alocuciones con las fotografías, incorporando la mirada filosófico-histórica de Michel Foucault, desde los conceptos biopoder, anatomopolítica biopolítica. El análisis revela que dichos eventos fueron mucho más que una muestra científica y tecnológica: funcionaron como dispositivos biopolíticos que articulaban el biopoder porfiriano. Estos dispositivos configuraron el ideario modernizador de Porfirio Díaz y legitimaron su régimen, al presentarlo como promotor y gestor del progreso médico y la salud pública, cimientos indispensables para modernizar el país.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Consuelo Córdoba Floreshttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4450PEDAGOGIA SOLIDÁRIA TRANSNACIONAL: AUTONOMIA, TRABALHO COOPERATIVO E AUTOGESTÃO NA OBRA DE CÉLESTIN FREINET2026-02-20T18:45:28-03:00Marco da Silvamarcoaurelio22000@gmail.comLiziany Müllerliziany.muller@ufsm.br<p>Este artigo examina a pedagogia de Célestin Freinet à luz de sua arquitetura epistemológica e política, destacando a centralidade da autonomia radical, do trabalho cooperado e da autogestão escolar como fundamentos de uma pedagogia solidária transnacional. A partir de revisão teórico-histórica, argumenta-se que as “técnicas de vida” freinetianas — imprensa escolar, correspondência internacional, ateliês de criação e reorganização material da sala de aula — constituem uma infraestrutura para a produção do comum, articulando liberdade, participação e co-responsabilidade. Demonstramos que o projeto freinetiano antecipa debates contemporâneos sobre democracia radical, economia solidária e governança cooperativa, oferecendo uma alternativa crítica às políticas educacionais tecnocráticas e mercadológicas. Conclui-se que a atualidade do pensamento de Freinet reside em seu potencial para reconfigurar a escola pública como espaço democrático de criação coletiva e justiça educacional.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marco da Silva, Liziany Müllerhttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4502ENTRE A LAMA E A MEMÓRIA: AS PERDAS SIMBÓLICAS DE UMA ESCOLA ATINGIDA PELA ENCHENTE EM MAIO DE 20242026-01-28T12:00:53-03:00Daiane Ribas Ramosdrramos@ucs.brJosé Edimar de Souzajesouza1@ucs.br<p>Este trabalho analisa as perdas simbólicas decorrentes da enchente de maio de 2024 no estado do Rio Grande do Sul, tomando como referência a Escola Estadual de Ensino Fundamental Maria Saturnina Ruschel, localizada no município de Feliz. A partir da perspectiva da História Cultural, o estudo compreende a escola como um espaço de produção de sentidos e memória, dando ênfase ao valor simbólico de seus documentos. Inicialmente, apresenta-se uma narrativa sensível que busca dar visibilidade às experiências vividas no interior da instituição durante o desastre, seguida de uma contextualização dos impactos das enchentes no estado e no campo educacional. Em seguida, discute-se o comprometimento da memória institucional diante da perda e do dano ao acervo documental da escola, com ênfase no Livro do Centenário. O estudo também aborda o processo de restauro desse livro como uma ação de resistência e preservação da memória coletiva, evidenciando o papel da comunidade escolar na recomposição de sua identidade histórica após a catástrofe. Conclui-se que as enchentes não provocam apenas danos materiais às escolas, mas afetam profundamente seus registros, vínculos e significados.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Daiane Ribas Ramos, José Edimar de Souzahttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4519AS INFÂNCIAS SOB AS LENTES DOS ESTUDOS CULTURAIS: UMA ANÁLISE BIBLIOGRÁFICA PÓS-CRÍTICA NA VIRADA CULTURAL2026-02-23T14:07:17-03:00Carlos Marcelo Cavalheiro Félixmarcelofelix35@gmail.comRita Cristine Basso Soares Severorita-severo@uergs.edu.br<p>Este artigo Bibliográfico, excerto de tese em desenvolvimento, reflete sobre as infâncias contemporâneas sob as lentes dos Estudos Culturais a partir da Virada Cultural. Para esse objetivo, foi consultada a plataforma de busca <em>Scientific Electronic Library Online</em> (SciELO), onde se selecionaram seis artigos e uma monografia, assim como se utilizou de dez referências bibliográficas de autores pós-críticos. Os descritores fizeram uso dos termos: Estudos Culturais e Infâncias, Infâncias Contemporâneas e Infâncias líquido-modernas. Ensejou-se identificar tanto as questões que permanecem iguais quanto as diferenças e novidades nas pesquisas da área. Os ‘estudos diagnósticos’ reverberaram em: a Virada Cultural sugerida pelas epistemologias pós-críticas convoca à reconstituição dos métodos para a condução das pesquisas sobre as infâncias; as infâncias, enquanto categoria que abarca aspectos culturais, políticos e relacionais, privilegiam os métodos de observação, promovendo a receptividade às diversas expressões que formam a realidade; entende-se o ajuste, tanto teórico quanto metodológico na valorização das infâncias, como fontes que desafiam e inovam as normas estabelecidas; as infâncias contemporâneas enfrentam processos de individualização, incerteza, transitoriedade e pressão por desempenho, desafiando as bases tradicionais do cuidado e das aprendizagens. Esse diagnóstico destaca a necessidade premente de reabilitar a experiência como um espaço de resistência.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Carlos Marcelo Cavalheiro Félix, Rita Cristinehttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4553LITERATURA, CIÊNCIA E MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA: UMA ANÁLISE DA OBRA DE MONTEIRO LOBATO NA PRODUÇÃO ACADÊMICA BRASILEIRA2026-03-02T10:30:18-03:00Leonardo Avila Novaesleonardoavila2017@outlook.comLuciana Richterlurichter@gmail.comMônica da Silva Gallonmonica.gallon@gmail.comAndréa Inês Goldschmidtandreainesgold@gmail.com<p>Este artigo apresenta um Estado do Conhecimento sobre a produção acadêmica brasileira que investiga o uso da literatura de Monteiro Lobato no ensino de Ciências, com base em teses e dissertações indexadas na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). O objetivo foi analisar de que modo essas pesquisas têm mobilizado a obra lobatiana como recurso didático, considerando suas potencialidades pedagógicas e as formas de representação de conteúdos e conceitos científicos a ela associadas. Trata-se de uma pesquisa Qualitativa, de natureza Exploratória e Documental, desenvolvida por meio de análise de conteúdo de dezenove trabalhos (treze dissertações e seis teses), selecionados a partir de descritores específicos, sem recorte temporal. Os resultados foram organizados em duas categorias analíticas: (I) potencialidades didáticas; e (II) conteúdos e/ou conceitos científicos representados. A análise revela que a literatura de Monteiro Lobato é majoritariamente compreendida como artefato cultural, com forte potencial mediador, capaz de favorecer o engajamento discente, a construção de sentidos e a articulação entre linguagem e ciência. Entretanto, também se identificam tensões epistemológicas, sobretudo no que se refere à presença de representações conceituais historicamente situadas ou cientificamente frágeis, o que reforça a centralidade da mediação docente. Conclui-se que o uso pedagógico da literatura no ensino de Ciências não é automático nem neutro, dependendo de escolhas didáticas, fundamentação teórica e intencionalidade formativa.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Leonardo Avila Novaes, Luciana Richter, Mônica Gallon, Andréa Inês Goldschmidthttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4560 THE STRUCTURE OF SOCIAL REPRESENTATIONS OF ASSESSMENT AMONG PRE-SERVICE EARLY CHILDHOOD EDUCATORS 2026-03-05T13:20:52-03:00Marcelo Coppimcoppi@uevora.ptIsabel Fialhoifialho@uevora.ptJosé Saragoçajsaragoca@uevora.pt<p>This study aimed to analyze the structure and meanings of social representations (SR) of assessment in pre-service early childhood educators, identifying and interpreting their central core and peripheral system. Adopting a qualitative and exploratory approach within the structural framework of the Theory of Social Representations (TSR), the investigation involved 30 first-year students from the master’s programs in Preschool Education and Preschool Education and Primary Education at the University of Évora. The free word association technique (FWAT) was administered with the inducing term assessment, followed by hierarchization and justification of the evocations. The data, lemmatized and processed, were subjected to multiple frequency, prototypical, and similitude analyses using IRaMuTeQ software. The results revealed coherent SR centered on the element learning, reflecting a formative perspective of assessment, associated with a continuous process of monitoring and support for child development, fundamental for informing and regulating pedagogical practice. In summary, the pre-service early childhood educators internalized a conception of assessment deeply aligned with contemporary paradigms of assessment for learning.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marcelo Coppi, Isabel Fialho, José Saragoçahttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4564DISCOURSES OF HERITAGISATION AND NATIONAL IDENTITY NARRATIVES: A BIBLIOMETRIC MAPPING OF THEORIES, APPROACHES AND INTELLECTUAL STRUCTURES2026-03-10T13:25:10-03:00Carlos Antonio Hoyos-AlayoC32695@utp.edu.peWalter Manuel Hoyos-Alayoc23712@utp.edu.peLuz Consuelo Hoyos-AlayoLhoyosa@fen.uchile.cl<p>Cultural heritage has become a central device for producing social memory and legitimising national identity narratives, yet the scientific evolution of this field had remained fragmented and lacked an integrative mapping. This study quantitatively analysed international research on discourses of heritagisation and national identity narratives in order to identify its temporal development, intellectual structure, leadership, networks and motor themes. A bibliometric mapping was conducted in Scopus, with the search carried out on 4 March 2026, followed by manual screening and processing in Bibliometrix 5.1.1, VOSviewer 1.6.20, Lotka’s law, Bradford’s law and Reference Publication Year Spectroscopy. The final corpus comprised 652 documents from 507 sources published between 1989 and 2026, with 47,461 references, an annual growth rate of 8.58%, a mean document age of 7.1 years, 9.353 citations per document, 1,005 authors, 1.62 co-authors per publication and 9.356% international co-authorship. Output reached its peak in 2025 with 130 articles, the Bradford core grouped 77 sources and 216 articles, and national leadership was concentrated in the United Kingdom with 114 records, the United States with 102 and China with 66. The field shows accelerated consolidation, low authorial concentration, a robust genealogical base and a thematic shift towards cultural heritage, national identity, collective memory and intangible cultural heritage, confirming that heritagisation operates as a multilevel symbolic mediation in the construction of collective identities.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Carlos Antonio Hoyos-Alayo, Walter Manuel Hoyos-Alayo, Luz Consuelo Hoyos-Alayohttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4595“ALTOS PAPOS SOBRE TRAVESTIS”: TRAVESTILIDADE NO LAMPIÃO DA ESQUINA (1978-1981)2026-03-31T11:40:59-03:00Maico Mombachmaicomombach@gmail.comMagna Lima Magalhãesmagna@feevale.br<p>Este estudo objetiva analisar as formas de representação das travestis nas páginas do jornal <em>Lampião da Esquina</em>, importante periódico da imprensa alternativa brasileira publicado entre 1978 e 1981 no eixo Rio de Janeiro–São Paulo, produzido majoritariamente por intelectuais e jornalistas homossexuais. Surgido durante a ditadura civil-militar, o jornal constituiu-se como um espaço de debate, denúncia e visibilidade para temas relacionados à homossexualidade e a outras minorias sociais. A pesquisa investiga como o periódico apresentou e debateu a presença das travestis em suas reportagens, entrevistas, cartas de leitores e colunas. Busca-se compreender de que maneira essas narrativas contribuíram para dar visibilidade a sujeitos frequentemente marginalizados, bem como quais discursos sobre corpo, sexualidade, identidade e experiências sociais eram mobilizados. Argumenta-se que o jornal desempenhou papel relevante na circulação de debates sobre gênero e sexualidade no Brasil, contribuindo para ampliar a visibilidade das travestis e para a construção de novas formas de expressão e afirmação de identidades dissidentes no espaço público durante o regime ditatorial.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maico Mombach, Magna Lima Magalhãeshttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4545MULTILETRAMENTOS, LEITURA E ESCRITA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA2026-02-25T17:16:58-03:00Caroline Silva Rossettocaroline.rossetto95@gmail.comElvira Cristina Martins Tassonicristinatassoni@puc-campinas.edu.br<p>O conceito de letramento tem influenciado os debates em torno dos processos de ensino e de aprendizagem da língua materna desde os anos 1980 no Brasil, exercendo um relevante papel nas práticas pedagógicas tanto na educação básica como na educação superior. Ao longo desse tempo, o conceito foi ganhando nuances e ampliando o seu escopo, influenciando outras áreas de conhecimento, passando a ser cunhado no plural: letramentos. Nesse processo, houve também desdobramentos do termo, como o conceito de multiletramentos, mantendo o foco nos estudos sobre a apropriação e o domínio da língua materna, mas reconhecendo e problematizando a diversidade cultural e de linguagens bem como a multimodalidade, tendo em vista o grande avanço das tecnologias da informação e comunicação. Este artigo tem por objetivo apresentar os estudos realizados sobre os multiletramentos, leitura e escrita por meio de uma revisão sistemática de literatura, no intervalo temporal de 2018 a 2023, mapeando produções mais recentes. A pesquisa Qualitativa foi realizada a partir do portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Na maioria das pesquisas mapeadas, as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) e os multiletramentos são aliados em sala de aula em pelo menos uma das atividades propostas aos participantes. Os multiletramentos não dependem do uso das TDIC, mas compreende-se a preocupação dos educadores em integrar ao ensino ferramentas tão presentes na sociedade atual.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Caroline, Cristina Tassonihttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4547PALAVRAS QUE DOEM: EDUCAÇÃO NO CAMPO SOCIAL E A VOZ DE JOVENS ADOLESCENTES NA DENÚNCIA DE VIOLAÇÕES DE DIREITOS2026-02-27T10:12:35-03:00Marilene Alves Lemesmarilene.lemes@gmail.comDinora Tereza Zucchettidizucchetti@gmail.comLiana Finklerlianafinkler@gmail.com<p>O presente ensaio analisa o cordel <em>É de Partir o Coração</em> (Lemes, 2024), produzido a partir do acompanhamento familiar em um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), na região metropolitana de Porto Alegre/RS. O objetivo deste estudo é evidenciar a função educativa do cordel enquanto ferramenta pedagógica de informação, crítica e denúncia, sendo um recurso capaz de promover a superação do silêncio e da opressão mediante graves violações de direitos. A metodologia fundamenta-se na análise Documental e na memória como método de coleta de dados. Foram explorados os elementos literários da obra e narrativas de quatro jovens adolescentes vítimas de violência doméstica e institucional. Os resultados demonstram que o potencial educativo do cordel reside na sua capacidade de transformar a dor individual em uma narrativa visível e compartilhada, atuando como um dispositivo de educação social que favorece a conscientização crítica. Mais do que um gênero literário, o cordel constituiu uma manifestação potente para denunciar a violência em suas múltiplas formas, convocando o engajamento na luta pelos direitos infantojuvenis junto ao Sistema de Garantia de Direitos e reafirmando a palavra enquanto ato de resistência e esperança.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marilene Alves Lemes, Dinora Tereza Zucchetti, Liana Finklerhttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4544ENTRE RÃS, BAMBU E SILÊNCIO: IMAGENS-HAIKAIS NAS FRESTAS DO COTIDIANO2026-02-25T16:54:00-03:00Sabrina Esmerissabrinaesmeris@gmail.comLaura Marcela Ribero Rueda laurarueda@feevale.br<p>O presente artigo é resultado do Trabalho de Conclusão do Curso de Bacharelado em Artes Visuais, <em>intitulado Imagens-haikais: um desdobramento poético em fotografia e vídeo</em>. A pesquisa propõe uma aproximação entre os princípios estéticos e conceituais do <em>haikai</em> e as modalidades artísticas da fotografia e do vídeo, explorando aspectos como o silêncio, a impermanência, o tempo cíclico e o cotidiano. Em vez de ilustrar os poemas, a proposta investiga como essas qualidades poéticas podem ser transpostas visualmente. As imagens foram organizadas em três séries: <em>Imagens-haikais I</em>, <em>II</em> e <em>III</em> e apresentadas na instalação <em>Frestas do Cotidiano</em>. Cada conjunto explora diferentes materiais e suportes, ativando uma experiência que contempla os conceitos de espaço, tempo e silêncio. O trabalho tem como referência Bashô, Mira Schendel, Bill Viola e John Cage. Ao deslocar o foco para os instantes banais e silenciosos do cotidiano, faz-se um convite à percepção do invisível e à construção de sentidos por meio do acolhimento ao que escapa às dinâmicas aceleradas impostas pela normatividade da vida diária.</p>2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Sabrina Esmeris, Laura Marcela Ribero Rueda https://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4447EXPEDIENTE2025-12-01T14:34:05-03:00Claudia Schemesclaudia.s@feevale.brMauricio Barthmauricio@feevale.br2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Claudia Schemes, Mauricio Barthhttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4448APRESENTAÇÃO2025-12-01T14:34:50-03:00Daniel Contedanielconte@feevale.brElen Karla Souza da Silvaelen.silva@ufam.edu.brGabriela de Lima Greccogabrielalimagrecco@gmail.comImara Bemfica Mineiroimara.mineiro@ufpe.br2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Claudia Schemeshttps://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/view/4745CAPA2026-07-14T13:24:40-03:00Kelly Bernardo Martinezkelly.martinez@feevale.br2026-07-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Kelly Martinez