Políticas Editoriais

Foco e Escopo

• Prâksis é a revista eletrônica quadrimestral de acesso aberto do Programa de Pós-graduação em Processos e Manifestações Culturais da Universidade Feevale, com publicações desde 2004, que objetiva veicular artigos acadêmicos inéditos ligados à Artes, Educação, História, Letras/Linguística e Sociologia.

• O material submetido deve ser inédito, não tendo sido publicado em outro veículo de publicação e não estando em processo de avaliação em nenhuma outra revista. Excepcionalmente, aceita-se material apresentado em congressos científicos e publicados em anais e, a critério do Conselho Editorial, trabalhos originalmente publicados em língua estrangeira.

• Públicos-alvo: Pesquisadores doutores. São aceitos, excepcionalmente, artigos de doutorandos, mestres, especialistas e graduados, desde que os mesmos tenham realizado trabalhos conjuntos com professores doutores.

• Como o objetivo da revista é a disseminação do conhecimento, os artigos publicados não fundamentalmente estarão alinhados às opiniões da Prâksis ou dos responsáveis por esta publicação.

• As contribuições podem ser enviadas em português, inglês ou espanhol. Sendo assim, aceitam-se:
a. Artigos de Revisão: têm por objetivo resumir, analisar, avaliar ou sintetizar trabalhos de investigação já publicados em revistas científicas ou livros.
b. Artigo de Opinião: Serão convidados pelo Conselho Editorial indivíduos de notório saber nas áreas correlatas à revista, que emitirão sua opinião sobre assuntos de particular interesse.
c. Artigos de Dados de Pesquisa Acadêmica: trabalhos oriundos de pesquisas empíricas e/ou teóricas sobre temas relevantes.
d. Resenhas: seção destinada a análises críticas de obras que tenham sido lançadas há três anos ou livros clássicos reeditados. Não serão aceitos manuscritos sobre obra de qualquer natureza (lançamento ou reedição) que já possua resenha.

• Qualquer material assinado será considerado de responsabilidade exclusiva do(s) autor(es), cujo trabalho não será remunerado e cujos direitos são reservados. É permitido citar parte de artigos sem autorização prévia desde que seja identificada a fonte. A reprodução total de artigos é proibida.

• Faz-se importante ressaltar que seu fluxo operacional é contínuo para o recebimento de artigos, não cobrando taxas de submissão, avaliação e/ou publicação de artigos.

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A Revista Prâksis possui, portanto, os seguintes itens norteadores:

- Compromisso: As publicações da Revista Prâksis, em consonância com a Instituição, norteiam-se pelo compromisso de contribuir para a promoção do desenvolvimento da sociedade, constituindo um espaço de divulgação e de difusão do conhecimento.

- Missão:
Difundir o conhecimento científico, tecnológico e cultural para contribuir com a democratização do saber e o desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade.

- Visão:
Consolidar-se como veículo de divulgação acadêmica de reconhecido mérito técnico-científico-cultural, para que projete a Universidade Feevale em âmbito regional, nacional e internacional.

- Princípios e valores:
     • Universalidade: Tendo em vista sua missão, as publicações da Revista Prâksis acolhem a multiplicidade de saberes e a diversidade de perspectivas epistemológicas e metodológicas para construir um espaço plural e abrangente, cujo intuito é o de divulgar o conhecimento universal.
     • Ética: A publicações norteiam-se por padrões e normas éticas pertinentes aos temas publicados; respeitam as ideias expressas por seus articulistas, desde que essas se orientem por princípios éticos, e preservam a identidade de seus avaliadores e o julgamento por eles emitido.
     • Originalidade e relevância: Com o intuito de promover o avanço do conhecimento, as publicações privilegiam artigos que exponham o resultado de investigações relevantes, preferencialmente originais, desenvolvidas pela comunidade acadêmica da região, do país e do exterior, decorrentes dos processos e manifestações culturais e que tenham por suporte perspectivas multi, inter ou transdisciplinares.

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Focus and Scope

• Prâksis is the semiannual open access electronic journal of the Postgraduate Program in Cultural Processes and Manifestations of the Feevale University, with publications since 2004, which aims to disseminate unpublished academic articles related to Arts, Education, History, Letters / Linguistics and Sociology.
• The material submitted must be unpublished, not published in another vehicle of publication and not being evaluated in any other magazine. Exceptionally, material presented at scientific congresses and published in annals is accepted and, at the discretion of the Editorial Board, works originally published in a foreign language.

• As the purpose of the journal is the dissemination of knowledge, the articles published will not fundamentally be aligned with the opinions of journal Prâksis or those responsible for this publication.

• Contributions can be sent in Portuguese, English or Spanish. Therefore, we accept:
a. Review articles: aim to summarize, analyze, evaluate or synthesize research papers already published in scientific journals or books.
b. Opinion Article: Individuals of renowned knowledge will be invited by the Editorial Board in areas related to the journal, which will express their opinion on matters of particular interest.
c. Original Research: papers from empirical and / or theoretical research on relevant topics.
d. Reviews: section for critical reviews of works that have been released three years or classic reissued books. Manuscripts about works of any nature (release or reprint) that already have a review will not be accepted.

• Any signed material will be considered the sole responsibility of the author (s), whose work will not be remunerated and whose rights are reserved. It is allowed to cite part of articles without prior authorization provided that the source is identified.

• It is important to emphasize that its operational flow is continuous for receiving articles, not charging submission, evaluation and/or publication of articles.

 

Políticas de Seção

Artigos Livres

Política padrão de seção

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Apresentação

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

Editorial

Não verificado Submissões abertas Verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

Expediente

Não verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

Resenhas

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Dossiê

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Ensaios

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Entrevistas

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares
 

Processo de Avaliação pelos Pares

As produções enviadas são submetidas à análise e parecer do Conselho Editorial – interno e externo – e avaliadas em duas etapas distintas:

• Na primeira etapa, ocorre a realização de uma análise prévia pelo editor da revista e membros do conselho editorial para verificar se o conteúdo do artigo é apropriado para a revista e se o manuscrito foi preparado de acordo com as instruções para os autores;

• Na segunda etapa, ocorre o envio do manuscrito para, no mínimo, dois avaliadores ad hoc que, utilizando o sistema double blind review (avaliação cega por pares), procederão à análise, seguindo critérios de contribuição e atualidade do conteúdo técnico-científico para a área, relevância científica, coerência entre objetivos, aspectos teóricos, material analisado e discutido e considerações finais, clareza e qualidade da redação e adequação às normas de publicação.

Após a análise do artigo, os autores são notificados sobre a decisão dos avaliadores. O resultado da decisão poderá ser de quatro formas: 
1) Aceito sem revisões; 
2) Aceito com revisão; 
3) Sugestão de (re)submissão, e; 
4) Rejeitado.

Caso dois avaliadores rejeitem o trabalho, o autor será informado. 
Se tiver um aceite e uma rejeição, o artigo será encaminhado para um terceiro avaliador. 
Se o aceite for com alterações, os editores avaliarão se as alterações foram efetivadas satisfatoriamente ou se o artigo deverá ser revisto pelo(s) avaliador(es).

Importante: Editor, membros do conselho editorial e avaliadores se reservam o direito de propor alterações nos originais, buscando manter a qualidade nas publicações.

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Peer Review Process
 
The submitted outputs are submitted to the analysis and opinion of the anonymous evaluators - internal and external, Brazilian and foreign - and evaluated in two distinct stages: 

• In the first stage, a prior analysis is carried out by the editor of the journal and members of the editorial board to verify if the content of the article is appropriate for the journal and if the manuscript was prepared according to the instructions to the authors;

• In the second stage, the manuscript will be sent to at least two ad hoc evaluators who, using the double blind review system, will proceed to the analysis, following criteria of contribution and timeliness of the technical-scientific content for the area, scientific relevance, coherence between objectives, theoretical aspects, material analyzed and discussed and final considerations, clarity and quality of writing and adaptation to publication standards.

After the analysis of the article, the authors are notified about the decision of the evaluators. The outcome of the decision can be in four ways:
1) Accepted without revisions;
2) Accepted with revision;
3) Suggestion of (re) submission, and;
4) Rejected. 

If two reviewers reject the work, the author will be informed.
If you have an acceptance and a rejection, the article will be forwarded to a third party evaluator.
If the acceptance is with changes, the editors will evaluate if the changes have been effected satisfactorily or if the article should be reviewed by the evaluator (s).

Important: Editor, editorial board members and reviewers reserve the right to propose changes in originals, seeking to maintain quality in publications.

 

Periodicidade

Entre 2004 e 2018: Semestral

A partir de 2019: Quadrimestral

1ª edição: Janeiro - Abril (publicação em 1 de Janeiro)

2ª edição: Maio - Agosto (publicação em 1 de Maio)

3ª edição: Setembro - Dezembro (publicação em 1 de Dezembro)

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Between 2004 and 2018: Semester

As of 2019: Quarterly

1st edition: January - April (publication on 1 January)

2nd edition: May - August (publication on 1 May)

3rd edition: September - December (publication on 1 December)

 

Política de Acesso Livre

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

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Open Access Policy 

This journal offers immediate free access to its content, following the principle that providing free scientific knowledge to the public provides greater global democratization of knowledge.

 

Arquivamento

Esta revista utiliza o sistema LOCKSS para criar um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes e permite às mesmas criar arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração. Saiba mais...

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Archiving 

This journal uses the LOCKSS system to create a distributed file system between participating libraries and allows them to create permanent journal files for preservation and restoration. Know more...

 

Indexadores/Diretórios

A Revista Prâksis está presente nos seguintes locais:
The journal Prâksis is in the following places: 

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Custos/Taxa de submissão e processamento/Encargos

A Revista Prâksis, periódico editado pela Universidade Feevale (Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil), não cobra nenhum tipo de taxas de:

• submissão;
• processamento;
• avaliação;
• publicação de artigos.

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Costs / Submission Fee and Processing / Charges

The journal Prâksis, published by Feevale University (Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brazil), does not charge any kind of fees:

• submission;
• processing;
• evaluation;
• publication of articles.

 

Tempo Estimado para Processos de Avaliação/Publicação

• 1 a 4 meses

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Estimated Time for Assessment / Publication Processes

• 1 to 4 months

 

Origem dos Avaliadores

• Participam do processo de avaliação da Revista Prâksis avaliadores oriundos de diversas instituições brasileiras e estrangeiras.

• Faz-se importante ressaltar que em nenhum momento do processo os avaliadores conhecerão a identidade dos autores, assim como os autores não saberão a identidade dos avaliadores.

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Origin of Evaluators

• Evaluators from Brazilian and foreign institutions participate in the evaluation process of the journal Prâksis.

• It is important to emphasize that at no point in the process will the evaluators know the identity of the authors, just as the authors will not know the identity of the evaluators.

• Currently, the Prâksis team of evaluators are:

 

Ineditismo dos trabalhos

• O material submetido deve ser inédito, não tendo sido publicado em outro veículo de publicação e não estando em processo de avaliação em nenhuma outra revista. Excepcionalmente, aceita-se material apresentado em congressos científicos e publicados em anais e, a critério do Conselho Editorial, trabalhos originalmente publicados em língua estrangeira.

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Originality of Research

• The material submitted must be unpublished, not published in another vehicle of publication and not being evaluated in any other magazine. Exceptionally, material presented at scientific congresses and published in annals is accepted and, at the discretion of the Editorial Board, works originally published in a foreign language.

 

Recomendações Éticas

A Revista Prâksis, por meio da Universidade Feevale, possui como princípios e valores a ética em suas divulgações e publicações contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento científico. Para assegurar as práticas éticas de pesquisa, a Revista Prâksis acompanha e segue os relatórios da Comissão de Integridade na Atividade Científica – CIAC frente às diretrizes e resoluções normativas divulgadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para incentivo à pesquisa no Brasil. As consultas para essas informações estão disponíveis em: http://cnpq.br/diretrizes 

Ademais, a Revista Prâksis esteia-se nas orientações do Kit de Recursos de Ética de Publicação (PERK) desenvolvido pela Elsevier no tratamento para argumentações e menções éticas. Esse conjunto de informações encontram-se disponível em: 
https://www.elsevier.com/editors/perk

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Ethical Recommendations
 
The Journal Prâksis, through the University Feevale, has as principles and values ethics in its disclosures and publications contributing to the development of scientific knowledge. In order to ensure ethical research practices, the journal accompanies and follows the reports of the Integrity Commission on Scientific Activity - CIAC front to the normative guidelines and resolutions published by the National Scientific and Technological Development Council (CNPq) linked to the Ministry of Science, Technology, Innovations and Communications to stimulate research in Brazil. Consultations for this information are available at: http://cnpq.br/diretrizes

Still, the journal Prâksis is based on Publishing Ethics Resource Kit (PERK)developed by Elsevier in the treatment of ethical arguments and mentions. This set of information are available at: 
https://www.elsevier.com/editors/perk

 

Formulário de Parecer para Artigos Acadêmicos

O Formulário de Parecer para Artigos Acadêmicos utilizado pela Revista Prâksis encontra-se em:

• Formulário - Prâksis

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Research Opinion Form

The Report Form for articles used is:

• Formulário - Prâksis

 

Qualis (Capes): Classificação Atual

• B2 - Educação

• B3 - Interdisciplinar

• B4 - Letras / Linguística

• B5 - História

 

Próximos Dossiês

• DOSSIÊ: GÊNERO, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO: A PESQUISA COMO RESISTÊNCIA E POSSIBILIDADE PARA O ENFRENTAMENTO DOS DISCURSOS REACIONÁRIOS CONTEMPORÂNEOS

Prazo máximo de entrega: 31/03/2019
Edição: 2019/02 (mai./ago. 2019)
Previsão de publicação: 01 de maio de 2019
Público: Pesquisadores doutores. São permitidos trabalhos de doutorandos, mestres, mestrandos e graduados, desde que em coautoria com pesquisadores doutores.       

Apresentação          

     Os campos dos Estudos Feministas, dos Estudos de Gênero e de Sexualidade e dos Estudos Queer estão atravessando um momento complexo e paradoxal no Brasil contemporâneo. De um lado, multiplicam-se as possibilidades de abordar os temas gênero, sexualidade e educação, a partir da investigação em vários grupos e núcleos de pesquisa distribuídos pelas diferentes regiões do país, da realização de numerosos eventos científicos que congregaram pesquisadoras e pesquisadores das Áreas, e da organização de uma relevante produção científica (artigos e livros podem ser encontrados numa escala nunca antes vista). De outro lado, acompanhamos a instauração do recrudescimento do conservadorismo, do enfraquecimento da democracia, da crise de reconhecimento político, de clichês e lugares-comuns que prometem soluções fáceis aos problemas difíceis, de recidiva de violências, de subordinações, de exclusões e de interdições.
     Fundamentalmente constituídos como campos de disputas políticas e de exercícios de poder, as tensões geradas em torno dos temas revelam um terreno pouco sólido, cujos avanços e retrocessos reafirmam não haver garantias e que as conquistas devem ser reiteradas constantemente. Neste sentido, nos últimos anos temos presenciado o fortalecimento de setores conservadores da sociedade que, apesar das evidências, têm se colocado radicalmente contra as demandas de populações que historicamente vêm sofrendo com as normativas de gênero e sexualidade. 
     A exemplo disso, em 25 de maio de 2011, a presidência da república, pressionada por lideranças político-religiosas, retirou de circulação o material pedagógico produzido pelo projeto “Escola sem Homofobia”. Segundo seus opositores, o “Kit Gay geraria efeitos perniciosos no processo de formação de crianças e jovens, encorajando-os a condutas homossexuais”. Deste modo, após sete anos de trabalho, o material que já estaria pronto para distribuição foi vetado.
     Em 25 de junho de 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas para a escola básica brasileira no período de 10 anos, foi aprovado tendo os termos gênero e sexualidade excluídos do documento. De modo semelhante, a versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), datada de 20 de dezembro de 2017, retira do texto as passagens que orientavam, nas versões preliminares, a respeito da diversidade sexual e de gênero. Os argumentos que sustentaram tais exclusões atestam que gênero e sexualidade são temáticas impróprias para o ambiente escolar. 
     Em 2016, deu-se início ao processo de tramitação do Projeto de Lei do Senado de nº 193, intitulado “Escola sem partido”, cujo objetivo seria coibir quaisquer tipos de “ideologias” com vistas a uma “escola neutra”. Entre as práticas condenadas está a chamada “ideologia de gênero”, terminologia utilizada para designar atividades pedagógicas que tematizam gênero e sexualidade como uma espécie de “doutrinação” que incitaria à homossexualidade. 
     Em 2015, a Proposta de Emenda Constitucional n.º 181 que torna ilegal o direito ao aborto em caso de estupro, anencefalia e risco de vida para as mulheres é aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Tendo como único voto contrário o da única mulher parlamentar que compunha a comissão, a decisão que revoga direitos já estabelecidos, além de criminalizar, retira das mulheres, principalmente as mais pobres, qualquer possiblidade de decisão sobre seus próprios corpos.
     Por outro lado, de acordo com o Mapa da Violência da FLACSO Brasil (disponível em: http://www.mapadaviolencia.org.br/mapa2015_mulheres.php), desde a implantação da Lei Maria da penha, em 2006, os índices de estupro, agressão e morte de mulheres não param de subir. Em 2009, os indicadores de violência atingiram patamares superiores àqueles registrados antes da promulgação da lei, chegando a números nunca registrados nos anos de 2010, 2012 e 2013.
     Segundo os relatórios da Rede Trans e do Grupo Gay da Bahia (disponíveis em: http://redetransbrasil.org.br/ e http://www.ggb.org.br/), o Brasil é o país que mais mata por Transfobia e Homofobia no mundo e, apesar desses dados, propostas de lei que criminalizam os casos de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero ainda não avançaram para além de discussões na Comissão de Direitos Humanos. A exemplo disso, o Projeto de Lei nº122 de 2006, que propunha a criminalização da homofobia, foi arquivado em 2014, depois de tramitar por seis anos no Senado.
     Cabe ressaltar que os embates em torno de gênero e sexualidade não se limitam ao campo das ações parlamentares. Compreendemos que esses temas são abordados por diversas instâncias da nossa sociedade, cujos mecanismos produzem, por meio de um meticuloso processo de educação, sujeitos e práticas de regulação. Na complexidade da dinâmica social, as pedagogias de gênero e sexualidade educam para além dos tempos, espaços e práticas educativas ditas formais (escolarizadas), articulando-se com as especificidades de cada momento histórico. Assim, educação é entendida como um processo amplo que implica num conjunto de práticas para a condução do indivíduo visando aproximá-lo e inseri-lo no mundo e em um determinado locus social e cultural.
     Considerando essas premissas e o cenário descrito brevemente até aqui, propõe-se a Chamada de Artigos para o Dossiê Temático: “Gênero, sexualidade e educação: a pesquisa como resistência e possibilidade para o enfrentamento dos discursos reacionários contemporâneos”, com o objetivo de organizar e sistematizar resultados de pesquisas de pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e do exterior que abarcam os temas gênero e sexualidade na articulação com a Educação. Desse modo, a presente Chamada se apresenta como mais um lugar de diálogo e, também, como uma resposta possível e necessária para o enfrentamento dos discursos reacionários contemporâneos, uma resposta que é ao mesmo tempo acadêmica, política, ética e estética, que reafirma a importância dos campos dos Estudos Feministas, dos Estudos de Gênero e de Sexualidade, dos Estudos Queer e da realização de pesquisas sobre gênero e sexualidade no cenário brasileiro, tanto do ponto de vista da produção do conhecimento, como também dos embates políticos.

Prof. Dr. André Luiz dos Santos Silva (Universidade Feevale)
Profa. Dra. Maria Cláudia Dal’Igna (Unisinos)

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• DOSSIÊ: BRASIL, FINLÂNDIA E DINAMARCA: COOPERAÇÃO EM EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Envio de artigos: até 30 de julho de 2019
Previsão de publicação: 30 de setembro de 2019

Há mais de uma década a Universidade Feevale iniciou uma aproximação com os países nórdicos, inicialmente com a Finlândia e mais recentemente com a Dinamarca. Essas relações foram sempre pautadas pela busca de uma ampliação de parcerias consistentes e de uma cooperação educacional, científica e tecnológica. A escolha desses países como parceiros prioritários no processo de internacionalização levou em conta alguns fatores como a receptividade institucional potencializada pelo desconhecimento recíproco, a qualidade dos modelos educacionais e científicos e o grande espectro de possibilidades que envolviam as mais diferentes áreas do conhecimento e formas de efetivamente internacionalizar. Essa parceria possibilitou a troca de experiências entre a realidade brasileira, típica de um jovem país em desenvolvimento e portador de diferenças regionais gigantescas, versus sociedades com alto grau de desenvolvimento e os mais qualificados rankings de qualidade educacional do planeta nos últimos anos.
Essas relações vêm frutificando e se tornando realidade de diversas maneiras, e esse dossiê procura demonstrar através de artigos essa realidade. De um lado do Atlântico, um país latino e tropical permeado por culturas tão diversas e, de outro, sociedades dinâmicas, colaborativas e com uma grande história e tradição como os nórdicos.
Para dar visibilidade a essa cooperação, abrimos o dossiê para receber artigos que tratem das experiências educacionais, científicas e tecnológicas desses países, especialmente se retratarem a cooperação ou a relação latino/nórdica.

Prof. Dr. Cleber C. Prodanov (Universidade Feevale)
Prof. Dr. Tápio Varis (Tampere University)

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• DOSSIÊ: TRABALHO, SAÚDE E INCLUSÃO SOCIAL
 

Envio de artigos: até 30 de novembro de 2019
Previsão de publicação: 31 de janeiro de 2020


O tema “Trabalho, saúde e inclusão social” será discutido neste dossiê da Revista Prâksis, a partir de uma abordagem multidimensional e interdisciplinar. O trabalho sempre foi central na vida das pessoas, quer seja pela sua interferência no campo da realização pessoal, ou pelo viés do conceito coletivo como atividade fim para atingir alguma meta ou um propósito social. Pode ser de origem produtiva ou criativa, pode ser formal ou informal, uma atividade industrial ou prestação de serviço, mas, por fim, todas as atividades laborais têm como objetivo primordial a realização pessoal. Parafraseando Marx, o trabalho é uma atividade sobre a qual o ser humano emprega sua força para produzir os meios para o seu sustento. As organizações de trabalho e os sistemas organizacionais sofreram inúmeras alterações no período pós era industrial na busca de evolução no processo produtivo, com o foco voltado ao aumento da produtividade.
Desta relação trabalho/produção, o trabalhador passou a se adaptar ao trabalho ao invés do trabalho a ele, ou seja, nem sempre se respeitou as condições psicofisiológicas do trabalhador para a execução do trabalho, o que resultou em falta de sentido do mesmo, que deveria ser central e constituinte do sujeito. Resultou também em altos índices de adoecimento e acidentes de trabalho. Se, por um lado, temos como fonte promotora do adoecimento diversos fatores que contribuem para o esvaziamento e a falta de sentido do trabalho, imputado por um sistema onde predomina o paradigma capitalista da produção, há que se promover, na contrapartida, estratégias no campo da saúde do trabalhador que se utilizam de recursos como a ergonomia, a segurança e medicina do trabalho para promover a saúde e qualidade de vida no trabalho. Desta forma, tem-se como premissa que o trabalho pode ser digno, ter sentido, significado e é um meio para promover a cidadania e inclusão social. Portanto, nesse dossiê, propõe-se o enfoque de discussão e abordagem baseado nestes três pilares: Trabalho, saúde e inclusão social. 

Profª Dra. Jacinta Sidegum Renner (Universidade Feevale)
Prof. Dr. Paulo Antônio Barros de Oliveira (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS)

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• EDUCAÇÃO HÍBRIDA: CONTEXTOS, APRENDIZAGENS, POLÍTICAS E PRÁTICAS DE PESQUISA E FORMAÇÃO
 

Envio de artigos: até 30 de março de 2020
Previsão de publicação: 31 de maio de 2020


Os conceitos de ensino híbrido ou hibridismo são usados para caracterizar a educação no contexto da cibercultura e referenciados como algumas das maiores tendências da Educação do século XXI. Entretanto, encontramos diferentes abordagens para estes conceitos, que atravessam várias áreas do conhecimento.
De forma geral, poderíamos dizer que o ensino híbrido, também conhecido como blended learning, combina o melhor de dois mundos: as vantagens da sala de aula tradicional combinadas com as possibilidades do ensino on-line. Alguns autores apresentam o ensino híbrido sob a perspectiva da inovação educacional, destacando diferentes modelos que podem fomentar inovações sustentadas ou disruptivas. Nessa perspectiva, o ensino híbrido se efetiva com base em modelos pré-definidos, como modelo de rotação (rotação por estações, laboratório rotacional, sala de aula invertida, rotação individual), modelo flex, modelo à la carte, modelo virtual enriquecido. Também existe a possibilidade de o professor propor um modelo próprio a partir da mescla de diferentes propostas. Na literatura da área, encontramos o detalhamento destes modelos, que podem ser usados como referência, mas também há o perigo de uma padronização e/ou uma subutilização do vocábulo, definindo de forma indiscriminada o híbrido.
Por outro lado, estudos sob a perspectiva do hibridismo destacam a articulação entre os espaços físico e on-line em práticas educativas. O conceito de hibridismo na Educação emerge a partir da explosão da cultura digital (ou cibercultura) em meados dos anos 1990 e se desenvolve em congruência ao conceito de espaço híbrido definido pelo geógrafo Milton Santos no mesmo período. O espaço “é um misto, um híbrido, um composto de formas-conteúdo (2006, p.25), assim, atualmente, o híbrido extrapola sua dimensão, contemplando os fluxos de transmissão da informação e as novas formas de computação, como realidade aumentada e mista, e computação ubíqua, pervasiva e vestível, ou seja, aquela que está onipresente, espalhada em todos os espaços.
Considerando as diferentes abordagens conceituais apresentadas brevemente até aqui, propõe-se a chamada de artigos para o Dossiê Temático “Educação híbrida: contextos, aprendizagens, políticas e práticas de pesquisa e formação”, com o objetivo de organizar e sistematizar resultados de pesquisas de pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e do exterior que discutem a temática.
Desse modo, esta chamada se apresenta como mais um lugar de diálogo, onde possamos confrontar diferentes perspectivas e práticas no contexto da educação na cibercultura.

Profa. Dra. Edmea Santos (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ)
Profa. Dra. Luciana Backes (Universidade La Salle)
Profa. Dra. Patrícia Scherer Bassani (Universidade Feevale)

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• DOSSIÊ: LITERATURA E HISTÓRIA
 

Envio de artigos: até 30 de julho de 2020
Previsão de publicação: 31 de setembro de 2020

A imigração alemã foi um processo histórico de longa duração que colaborou com a formação do mosaico cultural que constitui a identidade brasileira. O movimento, que se estendeu do início do século XIX a meados do século XX, pode ser visualizado a partir de três momentos importantes: o primeiro, em 1824, com a chegada de famílias de agricultores, de profissionais urbanos e de soldados “mercenários”, pessoas que haviam sofrido os reveses econômicos que assolavam as diferentes regiões de onde provinham; o segundo, na metade do século XIX, quando, após as revoluções de 1848 e 1849, aportaram, em terras brasileiras, militantes liberais e representantes da intelectualidade (muitos deles oficiais militares veteranos das revoltas); e o terceiro momento, que trouxe artesãos e operários que deixaram a Europa em função das crises políticas e financeiras do começo do século XX. Ainda que a causa predominante das imigrações de alemães para o Brasil pareça ter sido de ordem econômica, não se podem desprezar fatores de cunho político e/ou religioso, entre outros, que se somaram à precariedade das condições de vida dos que optaram por abandonar a terra natal e ir a um país estranho.
Assim como é possível falar em motivações diversas para justificar a emigração alemã para o Brasil, também se torna relevante observar que os imigrantes que chegaram a portos brasileiros provieram de diferentes espaços geográficos, ou seja, trouxeram vivências culturais diversas e falavam vários dialetos, de maneira que não é possível falar em homogeneidade.
Estudar a imigração alemã para o Brasil, assim, é aventurar-se por múltiplos caminhos em que o foco pode estar voltado, por um lado, para a História e, por outro, para a Literatura, em especial a ficcional. Ambas as perspectivas não se repelem; muito pelo contrário, entrelaçam e complementam-se sob a égide da representação. Nesta via, se a indagação histórica busca apreender eventos da imigração alemã e traduzi-los em um discurso próprio, o olhar do ficcionista igualmente se detém sobre a mesma natureza, apresentando-a, contudo, por intermédio de outra linguagem – a ficcional. Dessa maneira, o que o pesquisador tem diante de si são dois discursos que oferecem ângulos diversos de leitura, ambos originários da apreensão do mundo empírico e a serviço de sua compreensão.
O duplo olhar sobre os eventos históricos se justifica na medida em que seu resultado converge para uma elucidação mais efetiva da realidade empírica. Olhar para a imigração alemã e para os caminhos percorridos por diversos atores sociais e por seus descendentes em terras brasileiras, desde os primórdios até a atualidade, pela via dos discursos históricos e ficcionais significa valorizar o papel da memória e da identidade cultural com vistas à construção de uma unicidade humana não discriminatória.
Às portas da comemoração dos 200 anos da imigração alemã para o Brasil, este dossiê propõe, pois, aos pesquisadores, lançar um olhar analítico sobre as produções históricas e ficcionais que se atêm ao processo de imigração alemã e os (des)caminhos dos atores sociais a partir de sua chegada ao Brasil.

Prof. Dr. Ernani Mügge (Universidade Feevale)
Prof. Dr. Miqueias Henrique Mügge (Princeton University)